segunda-feira, abril 07, 2008

L A M B O T A S

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...................clicar sobre a imagem

No novo acordo ortográfico justifica-se a alteração da palavra, que pode admitir-se como composta por justaposição, lambe-botas para lambotas, tratando-se, então, de uma palavra composta por aglutinação: lamb(e)botas – lambotas.
Este signo linguístico ou significante aponta, nos dias de hoje, para uma marginal mas superabundante fauna no espaço político. Por isso, eu entendo que, pela lei do menor esforço , que sempre motivou a evolução linguística, se deva inscrever, no novo acordo ortográfico ,o vocábulo LAMBOTAS.
Assim , se podem escusar os termos menos dignos como: bajulador; adulador; servil e outros que tais que não são, nunca, uma sinonímia apropriada a uma ambiência que se pretende, apesar de tudo, de algum aparente decoro.

terça-feira, abril 01, 2008

C H A R A D A. D O. D I A

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c......................................(clicar sobre as imagens para ampliar)

O que aqui se vê, estas odiosas ruínas, nesta data, já não existem no terreno. Agora este é o chão limpo em que se fará a tal “intervenção fantástica”, publicamente anunciada, aquando das últimas eleições autárquicas.
Que a promessa era isenta de oportuna demagogia, confirma-se pela sua reiteração ao Presidente da Junta da vila de Aver-o-Mar e de que foi dada a respectiva publicidade através duma entrevista concedida por este autarca ao jornal “O COMÉRCIO DA PÓVOA DE VARZIM” em edição de 5 de Julho de 2007, cujo recorte aqui se insere . Consulte-se, ainda, neste blog, o archive de 15 de Agosto de 2007.
Dizer mais… para quê ? Grande, incomensurável, imane , é o nosso regozijo !

sexta-feira, março 21, 2008

. I N A U D I T O !!!

......Há já tempos que eu me sentia tentado a transmitir a minha opinião acerca do recente comportamento dos professores. Porém, o constrangimento pelo que eu pensava ser uma denúncia condenatória de uma classe profissional que foi a minha, me quedou até hoje.
......Até hoje em que o desdouro público da imagem mostrou a nudez forte da sua real condição. Realmente, como foi possível um professor chegar a este estado de degradante humilhação ? Por culpa própria, ou influência alheia ?
......Na minha análise, as duas razões se equivalem.
......Vem muito detrás, no tempo, a progressiva deterioração do prestígio da classe docente.
......Recentemente, foi o culminar da falta de decoro, naquele cortejo de figuras vociferando, na rua, de fúria contra quem cabe o direito, como o dever, de reerguer o edifício da educação cuja ruína progressiva muito mal estava a causar ao país. Para alguns pequenos exemplos, muito à vista, atente-se nos famigerados “horários zero”, a fácil consecução dos “destacamentos” para ficarem próximos de casa e faltas sistemáticas, mediante a apresentação dos oportunos atestados médicos. Assim, o desleixo ia grassando e o sentido do dever profissional, a tão nobre missão de educar, ia sendo postergada pela aparente atitude do menor esforço na aplicação ao trabalho que, de qualquer modo, era apenas um emprego razoavelmente remunerado.

......Quando digo que a degradação da classe de professores vem desde há já muito tempo, estou a pensar no ambiente da escola em que era professor aquando da revolução de 25 de Abril.
......Leccionava eu então na Escola Técnica de Monserrate, em Viana do Castelo. Partia de manhã para iniciar o meu trabalho normal cerca das 9 horas, almoçava num restaurante das imediações e à noite dava aulas a jovens “estudantes - trabalhadores”. Regressava a casa por volta das 22 e 30, sempre satisfeito da minha tranquila e meritória ocupação.
......Até que… acontece a balbúrdia do após “revolução dos cravos” . Logo ali se constituíram grupos de várias tendências políticas. Os mais notórios, pela sua agressividade, tinham de ser… os mais à esquerda : o M.E.S, o Comunista e, já não estou bem certo, talvez, o M. R. P.P:
......Começaram por sanear os professores mais antigos e competentes, sem outro motivo que não fora o de serem mais exigentes e rigorosos para com os seus discípulos.
......Incitavam os alunos a ocuparem a sala dos professores a pretexto da “inadmissibilidade de guetos” , não obstante aqueles terem um amplo salão onde havia, recordo, mesas de ténis e até um bar, que nós não tínhamos. À noite, o espaçoso átrio do edifício era invadido por jovens alheios à escola e ali descobriram um óptimo espaço para namorarem e exibirem os seus dotes musicais. Por esse motivo, algumas moças minhas alunas, começaram a faltar frequentemente às aulas.
......Compostura, passou a ser termo sem significado. Recordo que, numa aula de francês, à noite, por não ter deixado entrar um aluno com o boné na cabeça fui censurado pelos tais colegas, os de esquerda . – “Isso que diferença te fazia. Havia algum prejuízo da tua aula” ? ….

......Pois, no meu entender, são estes, os de esquerda ,que pelos partidos e através dos sindicatos que dominam, apostam na destabilização e, para tal, temos de confessar, são excelentes organizadores.

P.S. - Sobre este assunto, veja-se o texto de Libânia Ferreira, "ASSIM, NÃO !" no Link : GARATUJANDO

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terça-feira, março 04, 2008

P O S T A L. D O "A R D I N A"

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......Joaquim Ferreira da Silva – o “ardina” - é figura sempre presente no encontro de escritores de expressão Ibérica - “Correntes d’Escritas”
......Sabendo de meu apreço pela suas pequenas poesias, teve a amabilidade de me enviar este “postal”

......Poesia é metáfora. Aqui é o MAR subjacente à emoção que nos transmite.:
Fevereiro das “Correntes” – correntes do mar da Póvoa ;
......E o dístico: Sementeira d’Esperança / De ir e voltar… Das correntes se espera a ida e a volta, de quem?
Bem-vindos, Amigos !... Refere-se aos escritores.
......O dístico: Abraçar a Vida/ Recordar a Dor… A arte é um abraço à vida. Mas o poeta tem na sua memória o sofrimento : Fevereiro, o mês da grande catástrofe ! Ali, ao entrar da “barra” à vista das mulheres, das crianças e dos velhos , as correntes sumiam os corpos dos maridos, pais e filhos de toda aquela gente acumulada na praia soltando gritos lancinantes de atroz desespero. ......Escrever o Mar - O “ardina” fala-nos dos “postais da Póvoa nos meus diálogos com o Mar”.

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

LÍNGUA PORTUGUESA - "propriedade do termo"

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........Não é pretensão minha tentar, sequer, reviver meus tempos de actividade profissional para dar lições a quem quer seja. Quero até considerar o respeito que devo aos meus pacientes leitores que, para minha maior satisfação, têm levado a sua bondade a ponto de me incentivarem a este salutar exercício de manutenção mental com os seus sábios comentários a alguns de meus posts. Bem hajam !
........No entanto é esta sensibilidade de professor de Português, que me desperta do sossego reformador para uma intervenção, motivada pelo que considero o desajuste duma expressão, absolutamente inadequada à finalidade da sua aplicação:
........Certa entidade, com responsabilidades públicas de âmbito local, durante uma sessão de homenagem ao autor de uma obra que era então apresentada à assistência, no meio do discurso, que pretendia ser de reconhecimento do mérito e louvor do seu trabalho, proferiu a expressão : “… e saiu esta enxurrada de versos”
Imagine-se, uma “enxurrada” de versos !...
........Consulte-se o dicionário: enxurrada s.f. 1. torrente de água da chuva; 2. corrente de águas sujas ou de esgotos, enxurro; 3. jorro de imundices; chorrilho.
........Pessoalmente não creio, mas, o termo dá azo a um maldoso segundo sentido. Considerando-se a sua carga conotativa de sentido negativo, poderia querer significar que a grande quantidade de versos a que se referia o orador, não seria mais que um enxurro .
........É caso para dizer, cuidado com a língua !

........Ora, se algum apreço merecesse a grande quantidade de “versos”, se fosse de considerar tal como poesia, e o discurso para a louvar tivesse de meter água, então por que não dizer catadupa ou, melhor ainda, cascata. Cascata é uma queda de água límpida, portanto termo que melhor se coaduna com poesia.
........Uma cascata de versos !

domingo, fevereiro 10, 2008

FANTASIAS (?) DE MANUEL ALEGRE !




......“Fantasias de Manuel Alegre”, foi a oportuna resposta de Sócrates a um jornalista que referiu o poeta como autor de algumas críticas à actuação do Governo, mormente em determinadas áreas que geraram alguns conflitos de carácter popular.
......É como quem diz, que a governação não se faz com inspiração poética. A realidade do país impõe-se prosaica e duramente à capacidade da solução dos problemas que nela se geram a cada instante e exige eficácia pronta de quem nos promete essa garantia.
......Criticar de ânimo leve, dando força à demagogia fácil, é o logro em que as pessoas mal avisadas e de boa fé se deixam aliciar . Dar saúde exige remédios que, temporariamente, podem causar mal estar ao doente . O tratamento às vezes dói. Urge lancetar a frio. Não há tempo para paninhos quentes. Extirpados os mal-ruins será preciso dispor dum aparelho eficaz para atalhar as metástases que entretanto se espalham por todo o corpo. E essa é a maior preocupação de primeiro-ministro,
......Fala-se em equilíbrio e equidade. Mas são exactamente estes os parâmetros que estruturam e orientam a acção governativa. Não vejo onde, concretamente, tenha havido desvios desses princípios para pôr a casa em ordem. Pelo contrário, é no sentido de acabar com as desarmonias sociais e desaforos na aplicação da justiça, que Sócrates procura nortear a sua política. Contra a inflexibilidade desta luta, é óbvio o fundamento do clamor dos que se sentiam protegidos por uma situação de alheamento, ou mesmo favorecimento, das suas desonestidades.

...... Perigo para o PS

Alegre lembrou que as presidenciais de 2005 em que ficou em segundo lugar, com mais de um milhão de votos, à frente do candidato do PS, Mario Soares. "Fomos lá uma vez e eles perderam".

Eles, são os outros, os do PS

Finalmente, cabe aqui perguntar : Será Manuel Alegre apenas um poeta fantasioso ou, antes, um demagogo politicamente ambicioso ?

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

D O U T A. S E N T E N Ç A

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...............(clicar sobre a imagem)
............((ver, em archives, post de 13 de Outubro 2007. "Guerras de Alecrim e Mangerona")

...........Não podia ser de outro modo:

"Estas pessoas sendo eleitas, não são intocáveis", sentenciou a juiza Maria Elvira Pinto Vieira.

E esclareceu : "o Direito não pode intervir sempre que a linguagem utilizada incomoda ou fere susceptilidades do visado. Só o pode fazer quando é atingido o núcleo essencial de qualidades morais que devem existir para que a pessoa tenha apreço por si prória e não se sinta desprezada pelos outros. Se assim não fosse a vida em sociedade seria impossível . E o direito seria fonte de conflitos, em vez de garantir a paz social , que é a sua função. "

Embora reconheça que "o modo de relacionamento é marcado por animosidade e, por vezes, na verbe utilizada, reina a indelicadeza de forma exagerada"

Quanto a mim, é aqui que está o busilis da questão: animosidade e indelicadeza de forma exagerada..

......Os políticos, por inerência dos cargos que ocupam, ou que pertendem ocupar, deveriam prezar um comportamento cívico paradigmático para que merecessem a credibilidade e a honra pertendidas pela sua posição social e a que os cidadãos corresponderiam de bom grado.
......Infelizmente, é a negação daqueles atributos o que acontece a todos os níveis da hierarquia do poder. Constata-se, a cada passo, uma luta sem dignidade, entre os oponentes: partidos ou pessoas. A par de uma demagogia fácil e verborreia incontida, acontece a ofensa gratuita, a reles insinuação ou a torpeza da espionagem da vida privada de cada um.
......É obvio que estou a falar da generalidade e a advertir que não cuido, em particular, do caso em questão.
......Aqui, intramuros, porquê estas guerras entre opositores que o deveriam ser apenas nas ideias ou concepções sobre o que mais ou melhor serve ao nosso concelho ? E, porque acredito, sinceramente, que é esse o móbil que a todos anima, discutam-se ou, se é então guerra que preferem, esgrimem-se com argumentos e vença, com leal acentimento de todos, o que realmente melhor se sai na contenda
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quarta-feira, janeiro 16, 2008

QUÃO FEIA É ESTA MANIFESTAÇÃO DE DESPEITO !!!

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................(clicar sobre a imagem)
------António Miguel de Morais Barreto é uma personagem cuja intelectualidade é por demais conhecida para se lhe poder negar capacidade de produzir um trabalho de análise sociológica ou política com base segura numa argumentação indestrutível sob o ponto de vista da observação da realidade dos factos e auscultação dos princípios subjacentes.
......Só que, a agudeza de seu espírito, que se acreditava fiel à observância da verdade científica, se embota, frequentemente, pelo deslustre de um sentimento mesquinho de despeito que o conduz ao descrédito da sua pretensa afirmação de um trabalho absolutamente independente .
......A prova do desvio de sua integridade ético-profissional aí está na violenta manifestação de animosidade contra Sócrates que vai ao ponto do incitamento a “uma reacção dos cidadãos”
......Mas, porquê esta barretada de acusações gratuitas contra o primeiro ministro cujo fundamento, à primeira vista, não se vislumbra? Sabe-se que Sócrates nunca o referiu a propósito de coisa nenhuma. Daí se adivinha a ferida que não sara e se agrava com a proeminência daquele que escolheu para seu inimigo.
......Congratule-se com o mesmo mal que deu a outros, e são tantos que sofrem da mesma dor !

segunda-feira, janeiro 07, 2008

"Na Educação : Masoquismo ou reformismo ?!"



........Gostaria de ter escrito isto :
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"Enfrentando hostilidades muitas vezes artificialmente empoladas, tem usado o sorriso estoico e a humildade prudente para desafiar os críticos. Num mar encapelado de problemas, tem sabido navegar à bolina com perícia, e mesmo sem o vento de feição, mostra que é digna herdeira dos luso-navegadores .
...... (continua
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....... clicar link : Rouxinol de Bernardim, aqui, do lado esquerdo.

domingo, dezembro 09, 2007

. "POR QUÉ NO TE CALLAS ? !"

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..................(clicar sobre a imagem )

........ Quando é que este opinante opina com sensatez e mostra alguma seriedade nos seus argumentos de modo a merecer alguma credibilidade ?
......“Inveterado má-língua” foi o título com que epigrafei o meu post ( 22 de Outubro), que se referia ao seu artigo de crítica ao livro, ou melhor, ao autor do livro “Equador “, Miguel de Sousa Tavares . Já, então, se via que a sua única linguagem era a depreciação do mérito do escritor . “Nunca me ocorreu que Miguel Tavares se tomasse por um escritor” – disse. Mas a si próprio se condena quando refere : “ li a coisa no hospital, numa altura em que não tinha cabeça para mais nada”. Afinal, constata-se que o hospital não lhe pôs a cabeça a servir para grande coisa. Está visto que não acabou o tratamento ou é mal-ruim sem remédio. Por isso, despeitado, continua à procura de algum protagonismo,sobre o que quer que seja que, se algum dia o teve, perdeu-o, por completo. Tudo o que dele tenho lido no jornal “Público” é só maledicência .
..... Jamais fez uma análise critica com alguma solidez de argumentação. É o que se vê repetido ainda agora, com a sua idiótica ironia sobre as qualidades de Sócrates. Não lhe podendo negar o valor e sentindo comparativamente a sua própria mediocridade, recorre à zombaria para rematar, com uma infeliz conclusão que denuncia a sua própria nulidade de espírito.

domingo, dezembro 02, 2007

O PRESTÍGIO DA NOBRE ARTE DE ENSINAR

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......Meu amigo Armando ( o Marquês ) deu-me, noutro dia, uma ferroadazinha a propósito de um e-mail que lhe enviei, de resposta a um outro seu. Mal compreendido por si, entendendo presunção minha, o que julgou ser uma lição de português, na contra-resposta, titula-me de Senhor “Professor Dr. …”

......Presumo, então, que o meu amigo Marquês, tal como eu, entende que esta dupla cartolada de reverência é, por demais, exclusiva do folclore português. Exagero ridículo para outros povos civilizados. O português ama demais esta titulação de vacuidade. É, não raro, fogo-fátuo da incompetência na função que exerce.

......Analisemos etimologicamente a importância desta "honra" ao expoente máximo do actual “homo sapiens” : o “Professor Dr.”
......Dr. abreviatura de doutor , vem do latim, doctor, doctoris : aquele que ensina ; mestre
......Assim, também, o verbo doceo, doces ,docere ,docui, doctum (enunciando, respectivamente, a primeira e segunda pessoa do pres. do indicativo, infinitivo, primeira pessoa do pert. perf. do indicativo e supino) significa ensinar. Inscreve-se aqui, ainda, o adjectivo docente que diz respeito a professores; ex. : o corpo docente de uma escola. ; docência , o mesmo que professores, o professorado.
......Professor, oris – mestre; aquele que ensina.

......Conclusão: O Professor Dr. é uma redundância ou duas vezes professor; é um professor a valer por dois; ensina a dobrar. Será?

......Isto, em parte, explica-se porque, no meu entender, o termo doutor que designava a arte de ensinar, pelo prestígio que tinha esta nobre profissão, passou a título honorífico.
......Não é que sofresse qualquer evolução semântica, foi e tem sido, apenas, usado pelas classes que se têm como distintas. É actualmente referente a médicos e advogados, outras ocupações pouco conhecidas, a outros cursos académicos superiores mal definidos, sem actividade e, ainda, com a justeza que acabo de afirmar, a professores do Ensino Secundário .

......Quanto a mim, se me querem honrar, prefiro continuar a ser simplesmente professor, minha profissão, ainda que na reforma.

sexta-feira, novembro 02, 2007

FEIRAS EM A VER-O-MAR

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......Estas são as duas feiras, distintas pelos produtos que expõem: a primeira, mais antiga, para a venda de toda a espécie de produtos confeccionados, é instalada, regularmente aos domingos, no Largo do Emigrante ; a outra, onde se vêem duas ciganas, deslocadas pelos artigos que ai pretendem vender, apresenta produtos hortícolas e pescado, é montada diariamente no largo de Fragosa.
.....Embora eu entenda que este género de comércio esteja hoje completamente ultrapassado, em vista dos hipermercados e supermercados próximos, vendendo de tudo e a preços que as feiras não têm condições de oferecer, obrigo-me a reconhecer que há e haverá sempre, pessoas que gostam do jogo de regateio, de marchander, como dizem os franceses. Quando ganham ou pensam tal, isso lhes dá grande prazer e lhes proporciona maior vivacidade e alegria, criando-se naqueles espaços um belo ambiente de comunicação festiva.
......Assim está de parabéns a Junta de Freguesia actual que, acabando com aquele caos anterior, pôs ordem no arraial, alargou-o para além do Largo e fê-lo estender pelo passadiço do rio d’esteiro . E, com a vantagem de uma boa receita, obtida pelas taxas de ocupação dos lugares dos feirantes.

......Por outro lado, é de lamentar o que se passa no espaço de Fragosa . Ali a feira não tem o mínimo de condições de higiene e salubridade, dada a natureza dos produtos expostos. Acresce a agravante do aborrecimento que causam, no verão, o grande movimento de pessoas e veículos que excedendo o espaço do largo, restringem a circulação na estrada marginal, com a iminência de algum grave acidente.

.......Apenas uma sugestão:
.......Por que não montar esta feira no espaço, que estaria, penso eu, destinado a um mercado destes produtos ? Julgo que seria ali, no extremo sul da Travessa da Escola Nova, a confinar com a rua da Associação da Banda Musical da Póvoa de Varzim e muito próximo da Praça Almeida Garrett… É um amplo terreno, mesmo a jeito de se proceder à instalação das exigidas condições de salubridade.
E mais, seria um bom investimento para mais alguns proventos da carenciada Junta de Freguesia.

segunda-feira, outubro 22, 2007

INVETERADO MÁ-LÍNGUA

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..... ( clicar sobre a imagem)

...... Reproduzi, aqui, o recorte do jornal “Público” com a nota : aguarda o texto.
........Fi-lo, confesso, na intenção de criar alguma expectativa para o desenvolvimento do título INVETERADO MÁ-LÍNGUA, baseado, já se vê, na análise crítica do artigo de opinião de VPV a confirmar o seu crónico vício da maledicência:

........Valente de cultura, à sua maneira, não é parco nem brando na depreciação do mérito do autor do romance “Equador” . Sublinhei no texto algumas passagens mais marcantes da sua insensatez: Então, o romance “Equador” "é implausível e pueril" Bem, compreende-se : "eu(ele) li a coisa no hospital, numa altura em que não tinha cabeça para mais nada". Aparte: - afinal para que tem ele tal cabeça ?

....... Despeitado e desdenhoso: "nunca me ocorreu que Miguel Sousa Tavares se tomasse por um escritor".
....... .Diz mais: "Miguel Sousa Tavares revelou ontem ao Expresso que eu (ele), quando o critiquei, não tinha lido o livro e que depois, quando de facto o li, o achei óptimo. Quem lhe contou foi um amigo anónimo, presumivelmente tão analfabeto como ele ; e em que ele, claro, piamente acredita".
....... Aqui é que VPV revela a sua cegueira autista . Não percebe que MST usa a ironia pelo belo prazer da desforra da sua genuína maledicência. O escritor quer simplesmente referir que este senhor jamais fez justiça ou elogiou obra de quem se revele mais importante do que ele se julga ser.

....... Em todos as revelações de saber ele se apronta para evidenciar o sua posição em primeiro plano, menosprezando a dignidade daqueles a quem se refere como inferiores.

...... Desde sempre, não o reconheço de outro modo. E cultura, não vejo que a mostre, de tanta importância , nos seus desagradáveis escritos, para merecer alguma referência ao valor que, quanto a mim, não é tanto de considerar.

sábado, outubro 13, 2007

GUERRAS DE ALECRIM E MANJERONA

Esta peça, decalcada da de A.J. da Silva ( o Judeu) não satiriza a rivalidade entre ranchos carnavalescos (Alecrim e a Manjerona, no Bairro Alto) mas, o mesmo carnaval, entre facções políticas, na Póvoa de Varzim. Por isso, é para rir e não lamentar, como poderá parecer.
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Um cartaz jornalístico anuncia a peça político - jocosa em cena na Póvoa de Varzim :

"SILVA GARCIA ACUSADO DE DIFAMAR MACEDO VIEIRA E AIRES PEREIRA "

Ou, em outro, panfleto:

O “IDIOTA” ESTÁ A SER JULGADO

A peça, cuja intriga já é bem conhecida do público da Póvoa de Varzim e arredores, esteve em cena, há dias, num primeiro acto, com os actores principais a desempenharem bem os seus papeis O segundo acto terá lugar no próximo dia 29 de Outubro com mais actores em cena .
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Realmente, poderá levar-se a sério um julgamento que tem por base a acusação deduzida de uma expressão, que, erradamente, se diz atentatória da honra dum político, proferida por um seu antagonista” ?

Concretamente, “o Ministério Público pronunciou Silva Garcia por "dois crimes de difamação" contra Macedo Vieira já que entendia que a expressão “idiota” era atentatória da honra de Macedo Vieira e Aires Pereira que se constituíram assistentes na acusação"

Vejamos a frase em que se insere o termo idiota:

Do Porto a Valença todos os autarcas têm reagido em defesa dos interesses dos seus cidadãos : independentemente dos partidos políticos a que pertencem , estão todos contra as portagens na IC1/A28 ! Na Póvoa , o PSD de Aires Pereira e o Presidente da Câmara Macedo Vieira põem o interesse dos poveiros em segundo plano . Manejam de forma idiota o princípio neo-liberal do utilizador – pagador e querem que todos paguemos portagens. "

Consideremos a expressão face ao idioma português:

Alteremos a frase : Manejam de forma idiota o princípio neo-liberal … , para : é uma idiotice a forma como manejam o princípio neo-liberal ….
Há alguma diferença, em substância ? No entanto, não dava para queixinhas, ou dava ?

Se eu disser : julgo que o promotor desta acusação cometeu uma asneira , estarei, por ventura , na intenção de chamar –lhe asno, mesmo sabendo que asno é a palavra a que se junta o sufixo eira para formar a nova palavra asneira ?

Então? Só o asno faz asneiras ? Só os idiotas, manejam de forma idiota , ou cometem idiotices ?

Quem, alguma vez, não disse para com os seus botões, quando ,em dado momento, reconhece que cometeu um erro : grande idiota que eu sou !

Quando muito, a expressão em causa poderá ser considerada um insulto, dos mais frequentes em banais altercações e, até entre amigos, sem consequência. Mas nunca, por nunca, uma difamação!
Este queixoso esqueceu-se que, não vai assim muito tempo, apelidou, aquele que conseguiu tornar réu, de esquisofrénico. Foi mais suave, porventura , esse insulto?
Difamar, na riqueza do nosso idioma, é caluniar , é ignominiar, como, por exemplo, apelidar de corrupto,vigarista; inventar acerca de alguém histórias ou condutas ignominiosas.

Finalmente, quem não tem assistido, na Assembleia da República, a esta troca de mimos entre os depotados e a ver qual deles é o mais mordaz para com o seu ou seus antagonistas. ( vd. indignidades políicas, arq. Março Abril, neste blog )

sábado, setembro 29, 2007

A VER-O-MAR, A BELEZA DAS PRAIAS DO NORTE !!!
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(clicar sobre a imagem)
( imagem focada de minha varanda)
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A partir do “moinho”, que foi, de Luísa Dacosta, em primeiro plano, até à pousada de Santo André, ao fundo, vislumbra-se uma paisagem que exige a nossa presença física para, então, nos encantar com a sua beleza natural.

Ao longo da orla, os rochedos desenham pequenas enseadas convidativas a uma boa e tranquila banhada, seguida de uma repousante deita sobre a “branca areia” e obter um bom bronzeamento ao sol, beneficiando, ainda, da salutar influência do iodo de que são ricas aquelas praias .

Fazendo o percurso, para norte, pela avenida que deverá chamar-se de Luísa Dacosta, aquela que se vê a nascente do citado “moinho”, chega-se até à praia de Chalo; daqui , voltando na perpendicular à direita, continuamos por outra rua, na mesma direcção até à , muito movimentada, praia de Quião.
Aqui, a via é interrompida e a fímbria da maré contorna ou é contornada por uma área rural, de modo que, para uma visita às praias, a não se fazer pelo areal ter-se-ão de percorrer caminhos transversais.

Esta envolvente rural inspira um repousante lazer, sem o incómodo agitar ruidoso das massas em veraneio.
Para estes lados, julgo que continua de pé o projecto de Manuel Agonia, de uma talassoterapia ( vd. post 26.Nov.06 ). Aqui fica, realmente, no espaço adequado.

Assim, estas praias sugerem uma intervenção que em nada altere a sua pureza natural e a beneficiem, isso sim, apenas com os indispensáveis equipamentos concebidos e planeados por alguém com a devida competência.

A este propósito, e referindo-se à imagem aqui inserida “Rouxinol de Bernardim” escreve em comments : “Isto é mesmo um encanto,(…) mas precisa de alguns retoques, isso precisa… Esperemos que o Arq, Silva Garcia, quando for Presidente, lhe dê o estatuto que merece!

segunda-feira, setembro 24, 2007

O ESCRITOR AVEROMARENSE, GOMES DE AMORIM REFERE
ESTA, COMO A "PRAIA D'AMOROSA"
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(clicar na imagem para ampliá-la)
De minha varanda foquei esta imagem.
Repare-se na beleza natural destas praias
de
A ver-o-Mar
e
como lhes fica bem aquele ornato das ruínas !
Temo que a força do Presidente Dr. Macedo Vieira
les ira trancher durante o próximo mês de Janeiro e
que, desta vez, por azar, não falte à sua promessa.
(vd. post " Aver-o-Mar calcanhar de Aquiles ...)

sábado, setembro 08, 2007

ILUSTRAÇÃO DO POST ANTERIOR
"AVER-O-MAR - CALCANHAR DE AQUILES DE MACEDO VIEIRA"
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(clicar nas imagens para ampliá-las)"Benvindo" aponta para o analfabetismo;
assuma-se o erro e corrija-se para Bem-vindo

"Relíquias sagradas" da era do "seareiro" averomarense ,

trabalhador da terra e do mar,por isso, não se procederá

à sua demolição?

Automóveis a esmo, adentro da bela praia do

"Penedo-do-Sol, chocante poluição do ambiente.

Imagine-se, aqui, a implantação de "dois blocos de apartamentos" :

seria o luixo do campo de futebol substiuído por um crime urbanístico !

quarta-feira, agosto 15, 2007

AVER-O-MAR - CALCANHAR DE AQUILES DE MACEDO VIEIRA

(clicar no recorte, antes de mais, para o poder ler)
(bajulação versus subserviência )

Não será um mero exercício de redacção para revelar pretensos dotes de escrevedor, o texto que começo a delinear, preocupando-me, tão simplesmente, com a clareza do objectivo que tenho em mente e esse é da justiça do cidadão consciente da reciprocidade dos deveres a que escrupulosamente se obriga a cumprir, e a contrapartida dos direitos que lhe assistem.

É da justiça democrática a livre intervenção da pessoa , para o louvor ou a apreciação desfavorável das entidades com responsabilidades na administração pública, não só da gestão da propriedade pública, que lhe é confiada, como das acções e relacionamento oficial, com outros órgãos de poder, no espaço em que se insere o seu exercício administrativo

A minhas manifestações elogiosas ou de desagrado têm sido, e serão sempre, pautadas pela honestidade de um espírito independente, livre de favores de que não tenho precisado. E, dos amigos, se são sinceros, conto sempre com o seu bom entendimento, considerando a estima em que os tenho, independentemente dos louvores ou críticas que circunstancialmente me mereçam pelos actos de responsabilidade pública de que sejam os principais agentes.
A maledicência gratuita não é da minha conta. No entanto, não deixo de exercer a frontalidade, usando a propriedade ou adequação dos termos à importância ou gravidade , que entendo considerar, de cada caso.

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Esta versão do “ Arranjo da Marginal avança em Janeiro” é de tal maneira estranha que entendo ser impossível que alguém a aceite como credível .Seria esta a tal intervenção fantástica prometida por Aires Pereira, aquando da proximidade das últimas eleições autárquicas? É realmente fantástica, na rigorosa acepção do termo! É fantástica porque, pelos elementos fornecidos , não se vislumbra como será concluída. É coisa para se ir fazendo, ou fingir que se faz, não para se fazer, porque on va travailler par des “ tranches” – corta-se às “fatias” fininhas, como de presunto se tratasse . A promessa assim, não compromete o promitente. Que bela astúcia !
E, mais …Imagine-se que a Câmara vai investir no projecto a fantástica ( no sentido ,hoje, usado e abusado do termo) quantia de “três milhões de euros” ! Será possível tal desperdício, em Aver-o-Mar de seiscentos mil contos? Que loucura ! . “E este projecto engloba a execução de dois blocos de apartamentos no sítio onde está o campo de futebol , para realojar as pessoas que têm as casa a poente da Marginal.” (sic) . - Será assim como um pequeno bairro de deslocados. E quem serão, eles ?
Pelos vistos, começar-se-ão a demolir as casas, incluindo os dois estabelecimentos: o bazar e a pastelaria na rua(?) do Farol e, enquanto não forem construídos os blocos de apartamentos, os proprietários ficarão instalados num hotel, a expensas da Câmara, exactamente como os retornados das colónias. Ou, como será, então?

Por este desconcerto, seria de sufocar de riso, não fora, pelo contrário, a indignação que tal provoca no espírito de quem vê repetida a comédia do logro em que foi comparsa inconsciente aquele que, vítima da sua humildade e boa fé, foi afastado da cena pública em que durante vários anos foi actor aplaudido ( vd. post, “insucesso da demagogia,” archive 29 Abril)

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Aver-o-Mar tem sido a freguesia mais abandonada do concelho. Atente-se no contraste flagrante, ou melhor, chocante, que esta terra mostra em confronto com a cidade. A nomeada vila começa, exactamente no termo da pedonal de Lagoa, início da Avenida dos Pescadores. Em vão podem teimar que o seu começo está sinalizado pelas placas do Benvindo,(1) de Aver-o-Mar ( Benvindo é nome de pessoa e o meu amigo “Benvindo das Santas” já faleceu, há muito tempo.).
Repare-se que a Câmara apenas deixa de fazer a manutenção da cidade a partir da Avenida dos Pescadores. Portanto, as marcas do abandono começam aí, na real vila das históricas ruínas.( vd. archives 4 Maio, 207)

O campo de futebol de pó de calcário (que outra freguesia, tem este luixo ?) na beira da estrada, é uma das grandes nódoas do ambiente. Nos tempos secos e de calor o pó que os remoinhos de vento levantam sobe até ao último andar dos edifícios próximos , entrando pelas janelas, conspurcando tudo no interior dos apartamentos. E eu sou uma das vítimas!
Desgraçadamente, a “força do Dr. Macedo Vieira (presidente da Câmara)” não dá para resolver este problema, enquanto não houver necessidade da “execução de dois blocos (de apartamentos), no sítio onde está o campo de futebol para realojar as pessoas que têm as casas a poente da Marginal” (sic.).
Imagine-se, só, o maior disparate urbanístico que este bairro de deslocados representaria, ali, em cima da praia e junto à boca do esgoto do esteiro, se não fosse apenas o complemento da promessa “fantástica”.

O tempo passou em que Macedo Vieira estava todo voltado para o litoral de Aver-o-Mar. Recorde-se os placares que diziam, mais ou menos, isto : “a cidade já não cabe aqui” e apontavam para norte, para Aver-o-Mar.
E Luís Diamantino, na Câmara, falou-me, entusiasmado, da tal intervenção fantástica nas praias desta vila. Havia já um ante-projecto e, não esqueço que, do respectivo equipamento, constava um luxuoso hotel onde, agora, se faz um enorme parque, acumulando, no Verão, toda a sorte de carros, desde ligeiros até aos TIR. - Coisa, muito feia e poluidora, aquela, mesmo em cima da praia !

Surpreendentemente, não sei por que cargas d’água, Macedo Vieira girou, como um cata-vento, para nascente e lança-se , com grande propaganda do seu ego, para uma imponente urbanização que tem por motivo central o almejado parque da cidade, que , inegavelmente lhe confirmará o majestático poder.

Por vezes, confesso, gosto de recorrer à ironia para dar um pouco de humor e mordacidade à minha crítica, mas, neste caso, embora com um pouco de pretensa graça, estou a ser honesto e sincero na apreciação da obra do presidente Macedo Vieira. A maioria dos poveiros manifesta-se agradada com o seu desempenho e eu não discordo em absoluto. Mas, reconhecendo, embora, o valor do seu trabalho, considero, alguns planos discutíveis que o deveriam ser, concretamente e com a devida consideração do seu parecer, pelos intervenientes para tal credenciados.

Devo dizer que estou contente por ver a terra onde tive o meu berço, sempre remoçada e cada vez mais sedutora , sempre em festa, toda se requebrando, em cada época turística. E constata-se, em cada ano, o aumento de seus encantados visitantes.

Agora, o reverso da medalha:

Volto a Aver-o-Mar, e aqui, a outra terra onde, desde muito pequeno, tenho a minha morada, constituí família e gosto de viver, o sentimento é de revolta e, como alguém disse, um dia, assiste-me o direito de manifestar a minha indignação. Indignação pela injustiça do abandono a que foi deliberadamente deixada, esta que poderia ser também ,urbanisticamente, uma linda vila, pois que, de natureza, já o é.

Para aqui, a fraqueza ou o artifício da bajulação não surte efeito. Pelo contrário, exacerba, sim, a propensão para o egocentrismo do senhor que se entende dominador do que julga ser o seu universo. Estarão ao seu serviço as pessoas que giram à sua volta como de serviçais se tratasse.
Daí, se conclui: bajulação versus servilismo.

Finalmente, em face do que deixo exposto, se há uma oposição disposta a lutar pela solução dos problemas do concelho que não pela mera oportunidade ou correcção, sempre discutível, das obras da cidade, onde dificilmente encontrará suficiente aderência para o seu evidente objectivo, é para estes lados que o terreno não poderá deixar de lhe ser favorável. A questão está em saber conduzir a batalha.
Este é o calcanhar de Aquiles do herói Macedo Vieira !
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(1)
Errare humanum est, - (errar é humano)
Sed, insipientis est in errore perseverare – (mas, é de estúpido persistir no erro)

Não existe o verbo benvir em português, logo, não há o participio passado benvindo
Em francês há o verbo bienvenir usado somente na locução se faire bienvenir,
E como saudação : soyez le bienvenu(e) ou, simplesmente, bienvenu(e) daí, talvez o decalque para a nossa língua, benvindo, que é erro crasso.

Sei que é muito repetida, por aí, essa asneira, mas, por favor , emende-se aquela manifestação de analfabetismo de uma vez por todas.
- Escreva-se, BEM-VINDO !
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segunda-feira, agosto 13, 2007

AVER -O- MAR - RECORDAÇÕES IV

( clicar na imagem para ampliar)
Eis o típico “seareiro” de Aver-o-Mar, o trabalhador da terra e do mar !
No meu post ( Maio de 2006), tenho definido, com pormenor e algum colorido, o que entendo ter sido esta árdua labuta pela dignidade de uma independência económica, o que, nos tempos de hoje, se diria fantástica, por a julgarem incrível, na sua dureza inimaginável.

Este, se a foto não me engana, era o “tio Manel Caxineiro”, talvez, há 40 anos. Tem a carroça carregada de sargaço apanhado em qualquer praia, muitas vezes bem distante . Naturalmente irá “acamá-lo” , no areal, ao sol e, logo que seco, o “empadelará” e fará um “monte” como os que se vêem na imagem.

Na altura devida, recarregá-lo-á, na mesma carroça, para adubar a terra, cuidadosamente amanhada para a plantação da batata.

Nota : Agradeço ao meu amigo Manuel Lopes – sepolleunam@hotmail.com , -“indígena desta terra” o envio do e-mail, do qual recortei a imagem.

sábado, agosto 11, 2007

A V E R -O- M A R - RECORDAÇÕES III

(clicar na imagem)
Ó MINHA ALDEIA QUERIDA !

Ó minha aldeia singela,
Quando o sol te vem beijar,
És de todas a mais bela
Que ficam à beira-mar.

Vão p'ra a faina labutar,
Pescadores nos seus barquinhos
E contentes vão ganhar
O pão para os seus filhilhos.

Estribilho:
Ó minha aldeia querida ,
Como tu não há igual,
És a terra mais florida
Deste lindo Portugal ! (bis)

Lindas moças trabalhando
Na terra como no mar
A seus amores vão falando
P'ra vida continuar .

E ao toque das trindades ,
Quando o dia terminar,
Minha aldeia em oração, ´
É um perfeito altar !

Enviado por Manuel Lopes - sepolleunam@hotmail.com